5 pontos principais:
- Apresentação da convidada — O episódio do podcast Fera recebe Heloísa Carli, conhecida como Helô ou Tintim, única mixologista de formação de Feira de Santana, que pesquisa e pratica a chamada “coquetelaria de origem”.
- Trajetória pessoal e inspiração — Heloísa cresceu influenciada pela avó parteira, que usava ervas e plantas medicinais. Essa herança sertaneja, somada a períodos de estudo na Argentina e em São Paulo, moldou sua visão artística e profissional.
- O drink “Feira” e o prêmio internacional — Ela criou um drink chamado Feira, que representa a cidade de Feira de Santana e está concorrendo a um prêmio internacional de bebidas promovido pela empresa Acampar, cujo prêmio inclui R$ 20.000 e uma viagem de imersão cultural ao México.
- Coquetelaria sertaneja como arte e resistência — Heloísa defende que ingredientes como licuri, umbu, cachaça e rapadura têm sofisticação e elegância, questionando padrões importados e resgatando a identidade cultural do sertão, inclusive levando o drink às feirantes da Feira Livre.
- Mensagem e encerramento — O episódio termina com um apelo ao voto no site da Acampar, lembretes sobre consumo responsável de álcool e a divulgação de vagas de estágio em Feira de Santana e Cruz das Almas.
Heloísa Carli, mixologista e pesquisadora feirense, é a convidada deste episódio do podcast Fera, no qual compartilha sua trajetória singular: criada sob a influência da avó parteira e dos sabores do sertão baiano, ela transformou essa herança em uma proposta inovadora de coquetelaria de origem, que valoriza ingredientes regionais produzidos por cooperativas de agricultura familiar. Com passagens pela Argentina e São Paulo, Helô voltou a Feira de Santana com o propósito de reposicionar a identidade sertaneja no universo dos drinks, abrindo sua coquetelaria Tim-Tim e desenvolvendo o drink Feira, que a levou à semifinal de um renomado prêmio internacional de bebidas.
Ao longo da conversa descontraída e repleta de humor, Heloísa fala sobre o processo criativo da mixologia, a importância da técnica aliada ao sentimento artístico, e o significado de representar Feira de Santana em uma competição de alcance global. Ela também toca em temas como respeito aos trabalhadores de bar, elegância sertaneja e democratização da coquetelaria, ao relatar que levou seu drink premiado para as feirantes da Feira Livre brindarem — um gesto simbólico e visceral de conexão com as raízes da cidade.
CAPÍTULOS
00:00 A mixologista que transformou Feira em um drink
02:05 A única mixologista de Feira de Santana
04:44 “Dom não existe”
06:43 Como nasceu a Tintim
08:17 Drink bonito não basta
14:16 Mixologista ou bartender?
19:29 Como surgiu o campeonato da Campari
22:10 A Bahia além do litoral
23:41 O drink “A Feira” e as feirantes
25:53 Feira de Santana entre os 10 melhores
28:03 “Eu quero ganhar”
29:10 O sertão virou sofisticação
32:26 Como colocar uma cidade dentro de um drink
35:35 “Por que o sertanejo não é elegante?”
38:03 O prêmio da competição
39:51 O futuro depois da Campari
41:27 Um brinde final à Feira de Santana