Neste episódio do FeiraPod recebemos novamente Jônatas Monteiro, professor e ex-candidato a vereador, para uma conversa sobre os bastidores da candidatura de um político em Feira de Santana.
Principais pontos do episódio:
- Jônatas Monteiro retorna ao FeiraPod para discutir os desdobramentos da eleição municipal de 2024.
- Apesar de ter obtido quase 11 mil votos, recorde pessoal que superou os 8.400 de 2020, ele não conquistou o mandato devido a mudanças nas regras eleitorais que criaram um sistema de duas filas para o preenchimento das vagas remanescentes na Câmara.
- A conversa aprofunda como as reformas eleitorais desde 2017 favoreceram partidos tradicionais de centro-direita, prejudicando partidos menores e ideológicos ao privilegiar quantidade de candidaturas em vez de votação individual.
- São analisados casos concretos de gestão municipal em Feira de Santana, como o projeto do BRT, nunca implementado de fato, e a polêmica em torno da instalação de uma unidade do Senac no parque de exposições.
- Jônatas reflete sobre o potencial desperdiçado do município por questões de gestão política e sinaliza um possível novo ciclo eleitoral em 2028, sem confirmar candidatura própria.
Jônatas relembra a vitória com sabor amargo de ter alcançado quase 11 mil votos, seu segundo recorde consecutivo, sem, no entanto, conquistar o mandato, resultado atribuído a mudanças recentes na legislação eleitoral brasileira que beneficiam partidos tradicionais de centro-direita em detrimento de candidaturas mais votadas individualmente, mas vinculadas a legendas menores.
A partir desse ponto, a conversa se expande para uma análise crítica da gestão pública em Feira de Santana, abordando desde a fragmentação partidária e o funcionamento do orçamento secreto em nível federal até problemas locais concretos, como o fracasso do projeto de BRT e a disputa em torno da construção de uma unidade do Senac. Jônatas encerra o bate-papo destacando o potencial desperdiçado do município por falhas de gestão política, defendendo maior participação popular nas decisões públicas e deixando em aberto a possibilidade de um novo capítulo eleitoral em 2028.