5 pontos principais:
- Prêmio Shell — A Cia Única, companhia de teatro de Feira de Santana, foi indicada ao Prêmio Shell, o prêmio mais importante do teatro brasileiro, colocando Feira de Santana no radar do teatro nacional pela primeira vez.
- Origem da companhia — A Cia nasceu em 2018/2019 a partir de um roteiro escrito originalmente para uma apresentação em creche. Com a pandemia, a Lei Aldir Blanc viabilizou o financiamento do projeto, que se transformou num espetáculo musical de 55 minutos.
- Fazer teatro no interior — Os artistas refletem sobre os desafios de viver de arte fora da capital: dificuldade de atrair público, menor consumo cultural e o estigma de ser do interior diante do mercado de Salvador e do eixo nacional.
- Espetáculo “Tempo de Ser” — O musical, voltado ao público infantil mas com linguagem que resiste à infantilização, reúne quatro artistas e aborda temáticas ligadas às religiões de matriz africana, com uma proposta estética e dramatúrgica consistente.
- Corrida para São Paulo — Para viabilizar a ida à cerimônia do Prêmio Shell no dia 18 de março, a companhia organiza uma apresentação beneficente no dia 12 de março no Centro de Convenções de Feira de Santana, com ingressos a R$ 20 pelo Sympla.
A Cia Única de Teatro de Feira de Santana é o tema central deste episódio do podcast Fera. Os artistas Aninha Pinheiro, Leo e seus parceiros de companhia contam como transformaram um roteiro simples, escrito para uma creche, num espetáculo musical de 55 minutos que chegou à indicação ao Prêmio Shell — o mais importante do teatro brasileiro. A trajetória da companhia, nascida durante a pandemia com apoio da Lei Aldir Blanc, revela tanto a capacidade criativa do grupo quanto os desafios reais de fazer arte no interior da Bahia, longe dos holofotes e dos recursos da capital.
Ao longo do papo, os convidados também falam com orgulho e afeto sobre Feira de Santana como espaço de construção artística e identidade, recusando o papel de coadjuvante diante de Salvador ou São Paulo. Com a cerimônia do Prêmio Shell marcada para o dia 18 de março, a companhia mobiliza o público local para uma apresentação especial no dia 12 — uma chamada coletiva para que Feira torça junto e ocupe seu lugar na história do teatro nacional.
CAPÍTULOS
00:00 – Abertura do episódio
00:26 – Indicação ao Prêmio Shell: momento histórico
01:02 – Como nasceu a companhia de teatro
02:12 – O primeiro espetáculo e o apoio da Lei Aldir Blanc
03:21 – O desafio de fazer teatro em Feira de Santana
04:50 – “A Aventura de Joca” e o crescimento da companhia
05:49 – Criar um espetáculo durante a pandemia
07:34 – A primeira estreia presencial e teatro lotado
08:26 – O espetáculo que abriu portas para o grupo
11:18 – A ideia do novo espetáculo sobre tempo
12:42 – A inspiração no orixá Iroko
14:10 – A busca por uma direção com propriedade
14:52 – O encontro com a diretora Onisajé
18:27 – A aprovação no edital e início do processo
20:07 – O processo criativo e os laboratórios artísticos
21:24 – A história do espetáculo “Tempo de Ser”
23:55 – Crítica ao eurocentrismo no ensino das artes
26:36 – A estética do espetáculo e os elementos do candomblé
30:14 – Reação do público e enfrentamento do preconceito
33:06 – Teatro como convite para conhecer a cultura brasileira
35:30 – A inscrição inesperada no Prêmio Shell
39:34 – O e-mail que confirmou a indicação
42:28 – Concorrendo com grupos de todo o Brasil
44:24 – Fazer história no teatro feirense
48:15 – Espetáculo para arrecadar recursos para São Paulo
51:02 – Convite para acompanhar a premiação
51:46 – Encerramento