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A história de “Patricia”: o filme de Feira de Santana

5 pontos principais:

  1. O filme Patrícia — Curta-metragem feirense de 22 minutos, viabilizado pela Lei Paulo Gustavo (2023/2024), que conta a história de uma jovem artista dividida entre o sonho de viver do teatro e as exigências da vida real — um retrato humano e sensível da realidade de quem escolhe a arte no interior da Bahia.
  2. A origem da ideia — O projeto nasceu em 2018, durante a faculdade de Publicidade na Fatec, quando o diretor Marco Rocha e sua equipe tentaram traduzir a efervescência do comércio e da vida urbana de Feira de Santana em linguagem audiovisual. O roteiro ficou na gaveta por seis anos até a Lei Paulo Gustavo tornar a produção possível.
  3. A atriz e a personagem — Júlia Lorrane, que interpreta Patrícia, se identificou profundamente com a personagem desde a primeira leitura. Artista que também vive a tensão entre vocação e sobrevivência, ela destaca que a tatuagem das máscaras do teatro que carrega no corpo acabou se tornando parte simbólica do próprio filme.
  4. Cinema feirense com alcance nacional — O filme foi exibido no Festival Panorama, chegou a Orlando (EUA) e integra a programação de festivais nacionais, demonstrando que produções do interior da Bahia, feitas com recursos limitados, têm potência e visibilidade para circular em circuitos relevantes.
  5. Conselhos para quem quer criar — Marco e Júlia encerram o episódio com mensagens diretas: cultivar a curiosidade, ampliar o repertório cinematográfico para além de Hollywood, proteger a criatividade como um ato de sobrevivência, e definir o próprio sucesso — sem esperar validação externa para reconhecer o valor do que se faz.

O episódio do Feira recebe o diretor Marco Rocha e a atriz Júlia Lorrane para falar sobre o curta-metragem Patrícia, obra audiovisual feirense que levou seis anos para sair da gaveta e finalmente ganhou vida graças à Lei Paulo Gustavo. Com uma narrativa centrada em uma jovem artista que sonha com o teatro mas precisa lidar com a dureza da vida real, o filme é tanto um retrato afetivo de Feira de Santana quanto um espelho da experiência de quem tenta viver de arte no interior do Brasil.

Ao longo da conversa, os convidados refletem sobre processo criativo, identidade feirense e os desafios do audiovisual independente — com honestidade e sem romantismo. A mensagem que fica é de resistência: criar com vulnerabilidade, não deixar a curiosidade morrer e confiar no valor do próprio trabalho, mesmo quando o reconhecimento ainda não chegou. O filme já circula em festivais e aponta que Feira de Santana tem, sim, um cinema a ser descoberto.

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